Os Dois

Jogo sem Objetos

A nova montagem foi construída por jogos com regras específicas de manipulação onde cada intérprete ora é manipulado ora é o manipulador do outro. Ocupados em tarefas de manipulação, os bailarinos parecem dançar uma coreografia de funções inúteis - tarefas executadas sem que haja qualquer propósito ou finalidade, que não o próprio jogo. Os corpos se prestam como banco ou como vassoura uns para os outros; manipuladores e manipulados alternando entre si suas posições, configurando tensões e contradições, emoções e beleza  plástica, conflito e poesia.

Em Jogo sem Objetos, os objetos estão invisíveis, porém presentes em cena quando diversos movimentos criados em função de determinado objeto são realizados sem ele.

O interesse desse novo passo para a pesquisa de linguagem da Companhia é a ideia da coreógrafa de que equiparar o corpo ao objeto é emprestar ao corpo uma nova materialidade para fundamentar outra maneira de mover.

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