Sobre Cisnes

Em Sobre Cisnes, milhares de sacos plásticos brancos e uma bailarina com sapatilhas de ponta recriam o sentido amoroso com que Michael Fokine, no início do século XX, encenou o difícil tema da morte no solo para Anna Pavlova. A cena composta de 3000 mil sacos plásticos dá contornos políticos ao tema da Morte do Cisne. Mas esse vilão poluidor também cria uma atmosfera sensorial na dança da bailarina num mar de sacos plásticos. Vestida com um glamoroso tutu também de sacos plásticos, Giselda Fernandes evoca inúmeras imagens no espectador e faz borrar as fronteiras que separam dança contemporânea, dança clássica, performance e artes visuais.

A delicadeza do solo de Anna Pavlova inspira essa obra de contornos estéticos e políticos. Resultado artístico do Projeto de Pesquisa Cisne de Plástico do Programa de Fomento a Cultura Carioca S.M.C./2014. Sobre Cisnes foi montado com o Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança 2015. Com temporada no Teatro Cacilda Becker de 02 a 20 de Nov contemplado com programa Cena Aberta da Fundação Nacional de Artes – FUNARTE 2016. Teve sua estréia no mezanino do Espaço SESC de 16 de fevereiro a 9 de março de 2016 e circulou por diversos outros assim como o SESC Palladium BH e no 24 de Maio em SP. Abriu o evento Ofícios da Dança e fez parte da programação do MMMD - Mulheres Mobilizando a Memória Através da Dança, ambos realizados no Teatro Angel Vianna do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro em 2016. Ainda em 2016 apresentou-se no SESC Tijuca em julho e em outubro na Base Dinâmica no projeto CO-AGORA SOLOS.

Performer: Giselda Fernandes

Amid Bags and Swans

In this work, millions of plastic bags and a ballerina on pointe shoes recreate the love sense, in which Michael Fokine, in the beginning of the 20th century, composed the Dying Swan solo, performed by Anna Pavlova.

The scene composed by 3000 plastics bags shapes in a political way the Dying Swan theme. But this polluter creates an atmosphere in the ballerina’s performance.

With a glamorous plastic tutu, dancing in an ocean of plastics waves, Giselda Fernandes raises countless questions, images on the spectators, and also obliterating the borders between classical ballet, contemporary dance, and visual arts performances.

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